sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Itaú Unibanco Holding


Um superbanco brasileiro

Faz tempo, muito antes da crise financeira, que se discutia o futuro do Unibanco. Ocorre que a instituição ficara meio atravessada no cenário brasileiro, nem pequena, nem grande. O que se dizia: ou o Unibanco compra outros bancos ou será comprado.

Terminou comprado pelo Itaú, o que resultará na maior instituição financeira das Américas, tirando os EUA, claro.

Trata-se de um movimento importante e positivo. Formou-se um banco brasileiro privado capaz de competir globalmente.

O sistema financeiro brasileiro fica mais concentrado, mas ainda com competição: há um forte setor público (Banco do Brasil, BNDES e Caixa), dois grandes privados nacionais (Itaú-Unibanco e Bradesco) e pelo menos dois grandes privados estrangeiros (Santander/Real e HSBC).

Em torno desses, um amplo grupo de instituições menores e especializadas.

Notem: mesmo antes da crise financeira, já havia um processo mundial de concentração, no sentido de formação de bancos globais. Depois da crise – ou, durante – houve mais concentração, com bancos em dificuldades sendo adquiridos.

O Unibanco não estava em dificuldades. Mas, possivelmente, a crise precipitou a decisão de integrar-se a uma instituição maior.


Entenda a estrutura do ‘Itaú Unibanco’

Eis mais alguns pontos a destacar na associação entre Itaú e Unibanco:

A Itaú Holding, que detem o controle do Itaú, passa a chamar-se Itaú Unibanco Holding, tendo incorpordas as ações do Unibanco.

Essa Itaú Unibanco Holding é a dona do novo banco. Por sua vez, a Itaú Unibanco terá seu controle dividido, meio a meio, entre a Itausa e a Unibanco Holding. Esse é um dos argumentos que as fontes levantam para dizer que foi uma fusão.

A Itausa é a holding das famílias Vilela e Setubal; a Unibanco, da família Moreira Salles.

Como se observa, é um banco dos grandes, um dos 20 maiores do mundo, com controle definido.

Não é o que ocorre com os outros. Tome-se o Santander. Seu presidente, don Emilio Botín, tem 8% do capital.

Essa pulverização, que se repete nas grandes instituições mundiais, abre espaço para que o banco possa ser adquirido em mercado, com, por exemplo, uma proposta hostil, como aliás o Santander comprou o ABN.

Fontes do Itaú e Unibanco citam esse aspecto como mais uma razão de solidez do novo banco.

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